Uma noite de abordagem, em nove etapas
Acompanhe o atendimento do Cadu, um personagem fictício, na noite de 20 de setembro. Cada etapa mostra quem age e a tela que essa pessoa usa. Todos os dados são de demonstração.
Jornada do Atendimento
O vídeo mostra as mesmas nove etapas, com as telas das três ferramentas e dados de demonstração. 8 min 49 s · com legendas.
Leia a transcrição do vídeo
Uma noite de frio intenso se aproxima. Nas praças da cidade, há pessoas que vão dormir ao relento, e a rede de assistência precisa agir rápido e de forma organizada.
O CAD-RUA é a plataforma que conecta essa rede. Neste vídeo, você vai acompanhar um atendimento completo, do agendamento da abordagem até a chegada da pessoa ao centro de acolhimento.
A plataforma reúne três ferramentas que trabalham juntas. O Painel Administrativo, usado pela coordenação. O Aplicativo de Campo, no celular dos agentes de rua. E a Gestão de Vagas, usada pelas equipes das unidades de acolhimento.
Nesta história, acompanhamos três profissionais: a coordenadora, que planeja a ação; o agente de rua, que vai até a praça; e a equipe do abrigo, que recebe a pessoa. E acompanhamos também o Cadu, um homem de quarenta e dois anos que dorme na Praça da Matriz. Ele é um personagem fictício, e todos os dados que você vai ver foram criados para esta demonstração.
Primeira etapa: agendar a abordagem. Tudo começa no Painel Administrativo, no quadro de Ações de rua. A coordenadora clica em Nova ação para registrar o que vai acontecer.
Ela preenche o título, o motivo e uma descrição curta. Depois informa o início, às dez da noite, o fim previsto, o endereço e o bairro. O ponto exato também pode ser marcado no mapa. Ao clicar em Criar rascunho, a ação aparece no quadro, na coluna Rascunho.
Em seguida, ela abre o cartão da ação. Em Membros, convida o agente que vai a campo. No checklist, lista o que precisa ser preparado: agasalhos e kits de higiene, a confirmação de vagas com os abrigos e a viatura com motorista. Por fim, muda a situação de Rascunho para Publicada.
A partir desse momento, o sistema faz a sua parte: o convite chega automaticamente ao celular do agente, com a data, o local e o motivo da ação.
Segunda etapa: receber o convite. No Aplicativo de Campo, a tela inicial avisa que há um convite esperando resposta, e a ação aparece na lista de Minhas Abordagens.
O agente abre a ação e confere quando e onde ela vai acontecer, o motivo e quem mais foi convocado. Com um toque em Confirmar, a resposta chega à coordenação, que passa a ver quem já confirmou presença sem precisar telefonar para ninguém.
Terceira etapa: o check-in. Ao chegar à praça, o agente toca em Fazer check-in. O aplicativo registra a posição dele naquele momento, e a coordenação passa a vê-lo como presente.
Com o check-in feito, a participação muda para Em campo e aparece o botão Iniciar triagem desta abordagem. Assim, todo atendimento feito a partir daqui fica ligado a esta ação.
Quarta etapa: a triagem. O agente encontra o Cadu, se apresenta e conversa com calma. Com a concordância dele, registra o atendimento em quatro passos simples.
No primeiro passo, a identificação: o nome civil, Carlos Eduardo Lima, e o apelido pelo qual ele é conhecido, Cadu. Idade, gênero e cor são registrados como a própria pessoa informa, e os documentos são opcionais.
No segundo passo, a situação: há quanto tempo ele está na rua, o motivo, quais documentos possui e se faz uso de alguma substância.
No terceiro passo, a avaliação. O agente marca a vulnerabilidade como alta e indica os riscos: frio extremo e insegurança alimentar. Depois, as necessidades imediatas: abrigo, alimentação e documentos. Repare que o local da abordagem já veio preenchido com o endereço da ação.
No quarto passo, o agente confere o resumo e toca em Salvar Triagem. Nesse momento, o sistema cria o cadastro e o prontuário do Cadu, e a triagem passa a aparecer também para a coordenação.
Quinta etapa: pedir a vaga. O Cadu aceita ir para um abrigo. Logo depois de salvar, o aplicativo pergunta se o agente quer solicitar uma vaga para essa pessoa agora.
Os dados do Cadu já vêm preenchidos. O agente escolhe o tipo Normal e a prioridade Alta. Logo abaixo aparece a lista de unidades com leito livre naquele instante, com a quantidade de vagas de cada uma. Ele escolhe o Abrigo vinte e quatro horas Acolher, que tem vinte e nove vagas.
Por fim, escreve o motivo do encaminhamento, que será lido pela equipe do abrigo, e toca em Enviar Solicitação. A confirmação aparece na tela: o abrigo já recebeu o pedido.
Sexta etapa: a decisão do abrigo. Na Gestão de Vagas, o pedido do Cadu aparece na fila de solicitações aguardando resposta, sem que ninguém precise atualizar a página. Os casos mais urgentes aparecem primeiro.
A equipe lê o motivo escrito pelo agente e confere a prioridade. Ao clicar em Aprovar, o sistema pede uma confirmação e reserva um leito para o Cadu. Esse leito deixa de estar disponível para outros pedidos.
Sétima etapa: o deslocamento. Poucos instantes depois, o agente recebe no celular o aviso de vaga aprovada. No cartão do pedido, o botão Navegar até o abrigo abre o aplicativo de mapas com o endereço da unidade, e ao lado há um atalho para telefonar.
O agente acompanha o Cadu até o abrigo. Se o pedido tivesse sido recusado, o motivo chegaria da mesma forma, e o agente poderia pedir outra unidade sem perder nada do que já registrou.
Oitava etapa: a chegada e a recepção. Na Gestão de Vagas, o pedido aparece agora na aba de aprovadas. Quando o Cadu chega, a equipe clica em Check-in.
A recepção já abre com a pessoa e o leito reservado, e traz o que a equipe de rua registrou: o local, a vulnerabilidade, as necessidades e as observações do agente. A equipe completa os dados de saúde e de contato, registra as condições da chegada e marca o aceite das normas de convivência, que é obrigatório. Depois, clica em Confirmar recepção.
Com isso, o leito passa de reservado para ocupado, o pedido é encerrado como acolhido e o prontuário do Cadu registra a entrada no abrigo. Ao mesmo tempo, o agente recebe no celular a confirmação de que a pessoa foi acolhida.
Nona etapa: o relatório e a conclusão da ação. Encerrada a noite de trabalho, a coordenadora abre a página da ação. Na lista de abordados aparece o Cadu, com a vulnerabilidade e a situação do pedido, que agora é acolhido.
Ela clica em Novo relatório e escolhe o tipo Relatório técnico. Preenche o objetivo, como a ação foi executada, os encaminhamentos e as pendências. Ao clicar em Finalizar relatório, o documento fica travado para edição, com a data e a hora registradas.
Só com o relatório finalizado o botão Concluir fica liberado. A coordenadora confirma, e no quadro de Ações de rua o cartão passa para a coluna Concluída.
Recapitulando: a ação foi agendada e publicada, o agente confirmou e fez o check-in, a triagem abriu o prontuário, o pedido de vaga foi aprovado pelo abrigo, o Cadu foi recebido, e o relatório fechou a ação. Cada passo ficou registrado, com quem fez e quando.
Uma noite, três equipes e nenhuma ligação telefônica. A informação acompanhou a pessoa do começo ao fim, e cada profissional recebeu exatamente o que precisava para agir.
Este foi o CAD-RUA, uma plataforma intersetorial a serviço da cidadania e do cuidado com a população em situação de rua.
01A coordenação planeja
A coordenação marca a ação da noite
Coordenação
Etapa 1: Agendar a ação de rua
No Painel Administrativo, a coordenadora cria a ação com título, motivo, local e horário: Praça da Matriz, às 22h. Convida o agente, monta o checklist do que levar (agasalhos, kits de higiene, a viatura) e muda a situação de rascunho para publicada.

A ação nasce como rascunho. Quando é publicada, o convite segue para a equipe.
Telas com dados de demonstração. Pessoas, nomes e números são fictícios.
02A equipe de rua atende
Na praça, o agente atende o Cadu e pede a vaga
Equipe de rua
Etapa 2: Confirmar o convite
O convite chega ao celular do agente com a data, o local e o motivo da ação. Ele confirma com um toque, e a coordenação vê quem já confirmou sem precisar telefonar.

O convite no Aplicativo de Campo. Equipe de rua
Etapa 3: Fazer o check-in na ação
Na praça, o agente toca em Fazer check-in. O aplicativo registra a posição dele naquele momento, e a coordenação o vê como presente. A partir daí, cada atendimento fica ligado a essa ação.

Depois do check-in, a participação do agente aparece como Em campo. Equipe de rua
Etapa 4: Fazer a triagem na rua
O agente conversa com o Cadu e, com a concordância dele, faz a triagem em quatro passos: identificação, situação, avaliação e resumo. Os documentos são opcionais. O agente marca a vulnerabilidade como alta e indica os riscos: clima extremo, pela noite fria, e insegurança alimentar. Ao salvar, a triagem abre o prontuário do Cadu.

O apelido aparece antes do nome civil. Equipe de rua
Etapa 5: Pedir a vaga
O Cadu aceita ir para um abrigo. O aplicativo lista só as unidades com leito livre, com o número de vagas de cada uma. O agente marca a prioridade alta, escolhe o Abrigo 24h Acolher e escreve o motivo do encaminhamento para a equipe do abrigo.

Só aparecem unidades com leito livre naquele momento.
03O abrigo acolhe
O abrigo aprova o pedido, e o agente leva o Cadu até lá
Unidade de acolhimento
Etapa 6: Aprovar o pedido de vaga
Na Gestão de Vagas, o pedido do Cadu aparece na fila do abrigo assim que o agente envia, com os casos mais urgentes primeiro. A equipe lê o motivo, confere a prioridade e aprova. O leito fica reservado para ele e sai da lista de leitos livres.

Ao aprovar, a unidade reserva um leito para a pessoa. Equipe de rua
Etapa 7: Seguir até a unidade
Quando o abrigo aprova, o aviso de vaga aprovada aparece no celular do agente. No cartão do pedido, um botão abre o caminho até o abrigo no aplicativo de mapas, e outro liga para a unidade. Se o pedido fosse recusado, o motivo chegaria do mesmo jeito, e o agente poderia pedir vaga em outra unidade sem refazer a triagem.

O cartão do pedido, com o caminho até a unidade. Unidade de acolhimento
Etapa 8: Receber a pessoa no abrigo
Quando o Cadu chega, a equipe do abrigo faz a entrada dele na Gestão de Vagas. A tela de recepção já traz o leito reservado e a triagem da equipe de rua: local, vulnerabilidade, necessidades e observações do agente. A equipe completa os dados de saúde e de contato e marca o termo de aceite das normas de convivência. Ao confirmar a recepção, o leito fica ocupado, e o pedido aparece como Acolhido no celular do agente.

A recepção começa pela triagem feita na rua.
04A coordenação conclui
A ação só termina com o relatório
Coordenação
Etapa 9: Concluir a ação com o relatório técnico
Terminada a noite, a coordenadora abre a ação e vê o Cadu na lista de abordados, já acolhido. Ela escreve o relatório técnico (objetivo, execução, encaminhamentos e pendências) e o finaliza. Depois de finalizado, o relatório não pode mais ser editado e guarda a data e a hora. Só então a ação pode ser concluída.

Sem relatório técnico finalizado, a ação não pode ser concluída.
A manhã seguinte
O prontuário do Cadu guarda a triagem, o pedido de vaga e a entrada no abrigo, com o nome de quem fez cada registro e a hora. A próxima equipe que o atender começa por aí.
Cada passo ficou registrado, com quem fez e quando.
Uma demonstração para a sua equipe
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